sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Marxismo verde

Marxismo verde
Leia prefácio da obra de Guilherme Dourado sobre os jardins de Burle Marx

HUGO SEGAWA, ARQUITETO E PROFESSOR DA FAU-USP
Em seu centenário de nascimento, Roberto Burle Marx pode ser lembrado como uma persona. Livros recentes o reposicionam como um mestre da arte de receber, o refinado chef e apreciador da boa mesa. Ou cultivam narrativas de sua vida para leitores jovens, até com uma visão da sobrinha-neta sobre o tio-avô. Quando recém-falecido, não faltaram louvores sobre o arquiteto-paisagista, ambientalista, botânico, jardineiro, pintor, desenhista, gravador, tapeceiro, escultor, professor de pintura, designer de joias, cantor lírico, cozinheiro, gourmet, amigo - colecionando as aptidões mencionadas nos livros, artigos, resenhas e depoimentos sobre ele. Desse multifacetado e fértil perfil, não isento de afetividades e emotividades, talvez o aspecto menos examinado nos últimos tempos seja - paradoxalmente - o do arquiteto-paisagista. Não que a sua simbiose com jardins e plantas tenha deixado de ser o foco das atenções.

É um privilégio para qualquer artista que um livro como o da argentina Marta Íris Montero conheça versões em espanhol, inglês e francês por prestigiosas editoras, e que essas publicações estivessem disponíveis até em livrarias de aeroportos. Trata-se de um livro bonito pelas imagens, mas com palavras cristalizadoras de lugares-comuns sobre a sua obra. Também não é o caso de crer unicamente nos escritos do mestre, tão bem reunidos e comentados pelo seu discípulo José Tabacow em Arte & Paisagem. Entre esses extremos se situa a fortuna crítica de Roberto Burle Marx e seu paisagismo.

O escocês-norte-americano Ian McHarg - autor de um dos mais celebrados (como também criticados) livros de paisagismo do século 20, Design with Nature -, em sua autobiografia de 1996 prestou homenagem ao arquiteto-paisagista brasileiro: "Em 1954 havia dois candidatos pela honra de maior arquiteto-paisagista do mundo: Lawrence Halprin e Roberto Burle Marx. Há muito admiro Roberto Burle Marx porque ele sintetizou sua busca de arte com seu conhecimento de plantas. Ele entendeu a beleza da flora nativa, e elevou o uso das plantas brasileiras para uma forma de arte em seus projetos."

A construção internacional recente de opiniões sobre o arquiteto-paisagista brasileiro realiza-se a partir de recorrências. Janet Waymark dedica algumas páginas a Burle Marx, adotando a palavra "brasilidade" no entretítulo que abre suas considerações. Sem mais explicação, ela tomou emprestado o termo de um escrito introdutório de um livro organizado por Rossana Vaccarino, cujo significado foi apenas mais bem explicitado em uma antologia publicada por Marc Treib mais tarde. No Brasil, o quadro não é diferente: de modo geral, pode-se observar que os autores recentes se amparam quase sempre nas apreciações dos predecessores (como Pietro Maria Bardi, Flávio Motta, Jacques Leenhardt, Giulio Rizzo, Bruno Zevi, Mario Pedrosa, etc.), confinados a um repertório básico dos mesmos projetos paisagísticos para publicação.

Guilherme Mazza Dourado estava ciente dessas recorrências e circunlóquios quando se debruçou sobre Roberto Burle Marx. Goethe escreveu: "O mais tolo de todos os erros ocorre quando jovens inteligentes acreditam perder a originalidade ao reconhecer a verdade já reconhecida por outros." Dourado, como pesquisador e crítico, não renega seus antecessores. Também não deixa de repisar um conjunto de obras bastante difundido. Bem como se pode perceber sua simpatia com o mestre - por mais isenção que procure demonstrar em suas análises. Mas, ao preocupar- se em "jogar novas luzes no processo de revisão por que vem passando a obra de Burle Marx", é preciso recordar que esse trabalho, concluído no início do ano 2000, procede também da saturação dos chavões que circularam na década da morte do grande arquiteto-paisagista. Aos leitores com menos familiaridade, gostaria de chamar a atenção de alguns aspectos da contribuição de Dourado para a compreensão da trajetória e da paisagem de Burle Marx.

No capítulo Descoberta da Natureza, parece inevitável rememorar a "descoberta" da flora brasileira pelo adolescente Burle Marx no Jardim Botânico de Dahlem. Mas, para além da legendária "revelação" de viés milagroso com que se evoca habitualmente esse encontro, Dourado discute com mais acuidade e referências o substrato cultural que aprofunda a dimensão das relações entre a natureza e as atitudes do arquiteto-paisagista, desdobrando-as no tempo. A "brasilidade" apresentada na literatura internacional é posta em questão. É aqui também que ele resgata fragmentos de inéditos registros das célebres expedições botânicas de Burle Marx. As palavras do arquiteto-paisagista revelam seu olhar atento e extasiado para a paisagem, ao mesmo tempo que descrevem o triste episódio com o arquiteto e amigo Rino Levi, companheiro de incursões botânico-paisagísticas e parceiro em inúmeras obras.

A recuperação desses registros só foi possível graças à confiança depositada por Haruyoshi Ono e Fátima Gomes sobre o cuidadoso pesquisador, ao generosamente franquearem os arquivos da Burle Marx & Cia. Não fosse assim, teriam sido impossíveis as considerações desenvolvidas ao longo dos capítulos Estética Tropical e Criando Lugares. Neles, Dourado volta-se para momentos de inflexões e consolidação na trajetória do arquiteto-paisagista. Mas, diferentemente do usual, pela primeira vez são reproduzidos os desenhos originais de projetos clássicos do acervo de Burle Marx, particularizando todas as especificações vegetais. Dourado radicaliza um procedimento apontado por Flávio Motta, ao chamar a atenção do vocabulário vegetal como hipótese de análise das obras. Em sua diligência por fontes primárias, Guilherme ilumina outras preciosidades originais. Uma delas são as fotos das obras recifenses (1935- 1937) de Burle Marx zelosamente guardadas pela arquiteta-paisagista Gilda Pina (infelizmente falecida pouco depois de disponibilizar tão importantes documentos). A outra é o jogo de desenhos e pormenores da primeira, desconhecida e não-executada, proposta dos jardins do Ministério da Educação e Saúde (MES), no Rio de Janeiro, datado de 1938, com traçados retilíneos. Uma bela fotografia de Marcel Gautherot (reproduzida neste livro) do jardim realizado é a capa da edição do Journal of the Society of Architectural Historians que traz uma cuidadosa análise da historiadora de arte Valerie Fraser da Universidade de Essex. Se Fraser tivesse conhecimento dessa versão retilínea dos jardins, seguramente suas interpretações não poderiam ser conforme as publicadas. E essa versão irrealizada permanecerá como mais um dos enigmas indecifráveis da história da arquitetura e do paisagismo. Dourado localizou esse nunca visto anteprojeto em 1998. Por ironia do destino, pouco antes do falecimento de Lucio Costa, o chefe da equipe do projeto do ministério que poderia esclarecer o sentido desses desenhos. Pelo carimbo das pranchas (os dados que identificam o conteúdo dos desenhos), percebe-se como o período recifense e o jardim do MES, não obstante de feituras distintas, são de uma mesma fase do arquiteto-paisagista.

Difícil aquilatar o alcance da contribuição deste livro de Guilherme Mazza Dourado, posto que seguramente ele não poderia esgotar as análises sobre tão valioso material e tão fascinante tema. Muitas pontas seguem abertas. Mensura-se o valor de uma pesquisa justamente na sua potencialidade de semear dúvidas e problematizações sobre uma persona de quem parece tudo se conhecer, todavia ainda pouco se sabe. São revelações como as que Dourado traz e que outros trarão que me fazem cada vez mais convicto que no âmbito da arquitetura e do paisagismo, sem desqualificar o reconhecimento e a repercussão internacional de um gigante como Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx é a contribuição mais transcendental do Brasil para a cultura mundial do século 20.

Nota da Redação: Por motivo de padronização, foram suprimidas as notas de rodapé do texto. O livro Modernidade Verde: Jardins de Burle Marx (Senac/Edusp), de Guilherme Mazza Dourado,chega às livrarias na próxima semana .

Para comprar, vender ou alugar um imóvel, imóveis no morumbi, imóveis no butantã, imobiliárias em todo o Brasil, imovelweb, zap, acesse http://www.portalimovelnet.com.br


DE: http://www.portalimovelnet.com.br

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Venda de imóvel usado aumenta 31% em São Paulo

Venda de imóvel usado aumenta 31% em São Paulo

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O mercado imobiliário da cidade de São Paulo continua a apresentar sinais de recuperação. Em junho, o volume de vendas de imóveis usados na capital cresceu 30,91% em relação a maio. Foi a quarta alta no índice de vendas no primeiro semestre. Ao todo, de acordo com um levantamento feito mensalmente pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), foram vendidas na capital, em junho, 256 casas e apartamentos. A maior parte (61%) com valor de até R$ 180 mil. Com isso, o mercado fecha os primeiros seis meses do ano com alta média de 30%.



São duas as principais razões para esse crescimento, na opinião do presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. O aumento da confiança do consumidor é a primeira delas.



A segunda é a queda nos juros bancários e a maior facilidade na obtenção de crédito para a casa própria. ?Mais confiante e seguro em relação ao emprego, com crédito mais acessível e mais barato, o paulistano se sente mais confortável em empenhar suas reservas e assumir uma dívida de longo prazo com um financiamento de imóvel?, diz Viana Neto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De: http://www.portalimovelnet.com.br

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

PLANO FÁCIL DA CASA PRÓPRIA

PLANO FÁCIL DA CASA PRÓPRIA

Crédito imobiliário fácil e sem burocrácia está sendo oferecido pelo sistema plano fácil da rodobens, habitafácil entre outros.
Procure a instituição de sua confiança e adiquira maiores informações para a compra aquisição da casa própria; casa, apartamento, alto padrão, imóveis no morumbi, butantã, moema, centro, aclimação, lapa, alto da lapa, perdizes, consolação, campo limpo, santo amaro, mooca, tatuapé, santana, vila mariana, santos, campinas, panamby, granja julieta, vila olimpia, itaim bibi, jardins, pinheiros, alto de pinheiros, granja viana, cotia, alphavile, barueri, tamboré, osasco, pirituba, pompéia, vila nova conceição, anália franco, guarujá, litoral norte, praia grande, peruibe, florianópolis, rio de janeiro, belo horizonte, salvador, rio, grande rio, barra da tijuca, zona sul, zona oeste, zona leste, zona norte, abc, são bernardo do campo, santo andré, são caetano, ipiranga, ibirapuera, saúde, bosque da saúde, jabaquara. acesse também os portais de imóveis, portais imobiliários, portais de imobiliárias, imovelweb, zap, maber, tecnisa, lopes consultoria de imóveis, locação de imóveis, imóveis em São Paulo, lançamentos de imóveis, lançamentos imobiliários, globo, record, sbt, jovem pan, jp, band news fm, locação de imóvel, compra e venda de imóveis, comprar imóveis em São Paulo, alugar imóvel, imóveis prontos para morar, portalimovelnet, imovelnet, imovel.net, portal imovel net, portalimovelnet.com.br, webmotors, bradesco, itau, sonho da casa própria.

De: http://www.portalimovelnet.com.br

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Massa chega a São Paulo sorridente e é levado a hospital para observação

Massa chega a São Paulo sorridente e é levado a hospital para observação

O piloto Felipe Massa já está no Brasil. O avião-ambulância que trouxe o ferrarista da Hungria pousou no aeroporto de Guarulhos no fim da tarde desta segunda-feira, por volta das 18h. Massa saiu do avião diretamente para um helicóptero que o levou ao hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo.

O helicóptero decolou da pista do aeroporto e o piloto não teve contato com a imprensa ou o público. Na chegada ao hospital, Massa caminhava normalmente e, sorridente, fez sinal de positivo.

Massa dá 1ª entrevista, elogia Schumacher e diz não lembrar do acidente
Nelsinho anuncia saída da Renault e se diz desapontado e aliviado
Williams veta treino de Schumacher com atual carro da Ferrari
Equipe sérvia processa a F-1 e tenta anular entrada de times novatos

Massa deverá passar a noite internado e, nesta terça-feira, passará uma bateria de testes, como exame de sangue e a uma nova tomografia.

Segundo Dino Altmann, médico particular do piloto, a permanência de Massa no hospital deverá ser curta, de dois dias no máximo. Em seguida, ele receberá alta e voltará para casa para repousar.

Entrevista

Pouco mais de uma semana após sofrer um grave acidente no treino classificatório para o GP da Hungria de F-1, Massa concedeu, na manhã desta segunda, ainda no Hospital Militar de Budapeste, sua primeira entrevista --as respostas foram dadas à assessoria da Ferrari e divulgadas em seguida à imprensa.

O ferrarista disse que tem poucas recordações sobre o acidente sofrido no dia 25 de julho. Ele foi atingido no capacete por uma mola que se soltou da Brawn dirigida por Rubens Barrichello e colidiu contra uma proteção de pneus durante o treino. O acidente causou fratura no crânio e concussão cerebral no brasileiro.

"Lembro que eu estava na Q2 [segunda parte da classificação]. O Rubinho estava longe do meu carro, e não lembro de mais nada. Já vi algumas matérias, algumas fotos, mas não tenho uma lembrança, uma memória muito real do que aconteceu comigo", afirmou.




Enquanto ficar fora das pistas, o brasileiro será substituído pelo alemão Michael Schumacher, dono de sete títulos mundiais e seu antigo companheiro de equipe, que estava aposentado da F-1 desde o fim da temporada 2006.

"O Michael sabe o que tem que fazer, como sempre soube. Espero que ele faça um bom trabalho, tenha uma bom resultado. Ele é um cara sensacional e acho que é o melhor cara possível para defender o meu lugar enquanto eu não puder."

A volta de Schumacher à F-1 será no GP da Europa, no dia 23 de agosto, em Valência (ESP).

http://www.portalimovelnet.com.br

Procura por aluguel cresce em São Paulo

Procura por aluguel cresce em São Paulo
publicado em 31/07/2009 às 12:43 | Fonte: Diário de S. Paulo
Categorias: LOCAÇÃO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tags: aluguel, dormitórios, locação, locatário, mercado imobiliário, São Paulo
Em junho, o mercado de imóveis residenciais para locação na cidade de São Paulo sofreu variação de 0,8% em relação ao mês anterior. Trata-se do maior aumento desde fevereiro deste ano, quando o aluguel médio também fechou em 0,8%.

Nos últimos 12 meses, o acumulado foi de 11,3%. As unidades de três quartos foram as que apresentaram as maiores altas no período: cerca de 1% em relação aos valores de locação de maio.

O aluguel das residências de um e dois dormitórios teve acréscimo próximo ao da variação média global de junho (altas de 0,7% e 0,8%, respectivamente).

Aluguel não terá reajuste em agosto
publicado em 31/07/2009 às 12:39 | Fonte: Diário de S. Paulo
Categorias: LOCAÇÃO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tags: Abadi, Ademi, aluguel, contratos, delação, IGP-M, imóeis comercais, inquilino, locação, locador, mercado do imóvel, setor imobiliário
O aluguel residencial deve cair para quem tem contrato com aumento em agosto. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado para calcular o reajuste da maioria desses contratos, fechou julho com a quinta deflação seguida, de 0,43%. Com isso, a taxa acumulada em 12 meses ficou em -0,67%, na primeira deflação desde maio de 2006. Em junho, o indicador havia registrado queda de 0,10%, segundo dados divulgados na quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No entanto, a queda não significa que os atuais inquilinos vão pagar menos. Para José Roberto Federighi, diretor de locação do Secovi-SP, é o momento de usar o bom senso. “Como o mercado de locação está muito aquecido, o morador deve entrar em acordo com o proprietário para não reduzir o aluguel e permanecer no imóvel”, diz. Se o IGP-M não for aplicado, é preciso fazer um aditamento do contrato. “A locação é um relacionamento de longo prazo que é preciso conservar”, afirma.

Deflação do IGP-M abre espaço para redução do aluguel
publicado em 31/07/2009 às 12:36 por Mariana Schreiber | Fonte: O Globo
Categorias: LOCAÇÃO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tags: Abadi, Ademi, aluguel, contratos, delação, IGP-M, imóeis comercais, inquilino, locação, locador, mercado do imóvel, setor imobiliário

Redução da mensalidade vai depender da boa relação do inquilino com o locador (Foto: Verônica Lima)

Rio de Janeiro - A deflação de 0,67% acumulada pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) nos últimos 12 meses torna o ambiente favorável aos inquilinos que estão negociando correção do aluguel. Segundo agentes do mercado imobiliário, a tendência é de que o valor pago mensalmente caia ou permaneça estável. O IGP-M é o principal indicador fixado em contrato como referência para reajuste de aluguéis.

Segundo Paulo Fabbriani, conselheiro da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), o resultado do IGP-M favorece o inquilino cujo contrato de aluguel está fazendo aniversário. Nesse caso, ele afirma que haverá redução do preço. Porém, Fabbriani ressalta que, se o contrato estiver terminando, as negociações para renová-lo serão mais duras, já que o locador não será obrigado a seguir a variação do índice.

“Se o contrato for de três anos, por exemplo, e esse período estiver acabando agora, haverá uma nova avaliação do valor do imóvel para fixar o aluguel. E provavelmente esse valor será maior, pois a demanda por imóveis cresceu muito nos últimos anos e, mesmo na crise, manteve-se alta”, explicou.

O diretor de locações da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Carlos Samuel Freitas, considera que o atual patamar do IGP-M resultará em estabilidade dos preços de aluguel. Segundo ele, a redução da mensalidade vai depender da boa relação do inquilino com o locador e do valor de mercado do imóvel.

Já o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, acredita que é difícil o inquilino conseguir reduzir seu aluguel, porque a procura por imóveis para alugar continua aquecida.

“A escassez de imóveis não abre espaço para reduções. A tendência é de estabilidade de preços nos contratos que já estão em vigor.”

Paulo Fabbrian, da Ademi, explica que o aluguel está relacionado com os preços do imóvel. E, segundo ele, o valor das unidades novas subiu em média 16% de 2003 a 2008. Dependendo da área, a valorização foi ainda maior: os imóveis comercias que estão sendo lançados agora na Barra estão 186% mais caros do que há três anos atrás, afirma.

Segundo Vasconcelos, o que pode reduzir os preços dos aluguéis é a construção de mais imóveis. Ele acredita que, com os juros baixos, os investimentos em renda-fixa devem migrar para o setor imobiliário, aumentando a oferta de residências e escritórios.

Aluguel sobe 11,3% em um ano
publicado em 24/07/2009 às 12:13 | Fonte: Jornal da Tarde
Categorias: LOCAÇÃO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tags: alugueis, aluguel, aumento, imóveis, locação, reajuste

Esse porcentual é muito superior à variação do IGP-M (Foto: Verônica Lima)

No acumulado dos últimos 12 meses, o aluguel residencial na capital subiu em média 11,3%, impulsionado pela redução da oferta, de acordo com pesquisa mensal do Sindicato de Habitação de São Paulo, o Secovi. Esse porcentual é muito superior à variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), de 1,52%, e à inflação oficial - o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) -, de 4,8%.

No mês de junho, os preços subiram 0,8% em relação ao mês anterior, maior aumento desde fevereiro, quando o aluguel médio também aumentou 0,8%, de acordo com pesquisa mensal do Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi).

Os valores de locação das residências de um e dois dormitórios tiveram acréscimos próximos da variação média do mês (altas de 0,7% e 0,8%, respectivamente). As unidades de três quartos foram as que apresentaram as maiores altas no período: cerca de 1%, relativo aos valores de locação de maio.

Na Vila Mariana, o aluguel de apartamentos com dois dormitórios em bom estado com vaga de garagem custa entre R$ 14,74 e R$ 16,82 o metro quadrado. No Tucuruvi, o valor mínimo encontrado é R$ 10,55 e, o máximo, R$ 11,61 o metro quadrado. No Centro, apartamentos com apenas um dormitório estão relativamente mais caros que os com dois dormitórios e são alugados por valores entre R$ 15,95 e R$ 17,96 o metro quadrado. Na Bela Vista, o mesmo tipo de imóvel pode ser alugado por R$ 13,18 a R$ 14,70 o metro quadrado.

O tipo de garantia mais usado nos contratos de locação residencial foi o fiador. Quase metade dos imóveis (49%) foi locada por meio desse mecanismo. A modalidade de depósito também foi muito utilizada - quase um terço dos proprietários (31,5%) recorreu a esse instrumento jurídico. O seguro-fiança respondeu por 19,5% das residências locadas.

As moradias que foram alugadas mais rapidamente em junho foram casas e sobrados vagos, que demoraram em média de dez a 28 dias para serem locados. Já os apartamentos escoaram em um tempo maior, visto que o Índice de Velocidade de Locação (IVL), que mede quanto tempo um imóvel vago demora a ser alugado, variou de 17 a 36 dias. Na média geral da cidade, uma nova ocupação pode ocorrer em um intervalo de tempo médio de 12 dias.

NÚMEROS - 1% de aumento foi quando subiram os preços de apartamentos com três quartos;
R$ 17,96 o metro quadrado é o preço máximo cobrado por apartamentos com um dormitório no Centro da cidade.

Aumentam as ações de despejo
publicado em 23/07/2009 às 10:51 por Fernando Taquari | Fonte: Jornal da Tarde
Categorias: LOCAÇÃO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tags: aluguel, aparetamento, contrato de aluguel, contratos, despejo, imóveis, inquilino, locação, venda

Ações de despejos cresceram 10,5% (Foto: Verônica Lima)

As ações de despejo por falta de pagamento na capital paulista registraram um crescimento de 10,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Passaram de 9.440 para 10.435, de acordo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) e a administradora Hubert. A comarca central foi o local onde concentrou o maior volume de processos ajuizados (2.713).

O aperto entre a oferta e a procura no mercado de locação de imóveis foi determinante para aumentar o número de inquilinos inadimplentes neste ano. Segundo o presidente do conselho, José Augusto Viana Neto, o crescimento de inadimplentes é resultado dos contratos renovados neste período, que tiveram um acréscimo no valor após o vencimento.

“Com a escassez de imóveis, os proprietários estão com a faca e queijo na mão. Por isso alguns estão pedindo 1% do valor do imóvel para renovar o contrato de aluguel e não mais 0,5%. Os inquilinos estão com dificuldade de arcar com estes custos adicionais”, explica Viana.

Hubert Gebara, diretor do Grupo Hubert, ainda aponta o impacto da crise financeira mundial sobre o emprego como responsável pelo crescimento de processos ajuizados contra inquilinos por falta de pagamento. “Houve um significativo aumento de desempregados, principalmente na indústria”, analisa.

INFLAÇÃO - A expansão no preço do aluguel também pode ter influenciado no volume de ações de despejo apurado nos seis primeiros meses deste ano. Segundo pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi), o aluguel registrou alta de 11,3% nos últimos 12 meses encerrados em junho. No primeiro semestre de 2009, o aumento foi de 3,75%, acima da inflação oficial, já que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula no primeiro semestre alta de 2,57%.

O prazo médio decorrido entre a entrada do pedido de retomada do imóvel na Justiça e a saída do inquilino é de seis meses.

Os trabalhadores assalariados não são os únicos que correm o risco de despejo. Quem tem renda variável está mais sujeito às instabilidades do mercado. João, nome fictício do produtor musical, de 45 anos, que não quis se identificar, não chegou a ser despejado, mas teve que negociar com a administradora de imóveis depois de atrasar por dois meses neste ano o aluguel do apartamento onde mora, na região da Pompeia, zona oeste.

“Fiquei inadimplente porque estava trabalhando no Maranhão e não recebi o dinheiro pelo serviço na data acordada. Quando voltei para São Paulo, em junho, tentei parcelar a dívida junto com administradora, mas só consegui regularizar minha situação quando paguei de uma vez os dois meses atrasados, além da multa de R$ 200 para cada mês”, conta o produto musical.

FIQUE ATENTO - Não gaste mais de 30% da renda familiar com o aluguel;
Para não ficar inadimplente, priorize o pagamento do aluguel;
Faça um orçamento doméstico e corte despesas desnecessária;
Em caso de desemprego ou dificuldade financeira, negocie com a administradora;
Quem tiver condições, deve fazer uma poupança para os períodos de emergência.


DE - http://www.portalimovelnet.com.br
Condomínios oferecem serviços diferenciados para dar maior comodidade ao morador carioca
publicado em 30/07/2009 às 14:47 por o Globo
Categorias: CONDOMÍNIO, DECORACÃO E JARDINAGEM, MERCADO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tags: comodidade, CONDOMÍNIO, construtoras, empreendimento, investomentos, lançamentos, MERCADO, mercado imobiliário, morador carioca, moradores cariocas, perfil do novo morador, preço

No condomínio Elegance, da Calçada, há clínica de estética (Fotos: Divulgação)

Rio de Janeiro - Então você precisa deixar o carro para lavar, mas não tem tempo de ir até uma loja especializada. Já pensou em morar num condomínio que ofereça serviços como esse para facilitar a sua rotina diária? Depois da febre das academias de ginástica, construtoras e empresas de administração predial começaram a investir em serviços diferenciados. Spas, restaurantes assinados por especialistas em gastronomia, pet cares, livrarias e salões de beleza estão entre os produtos oferecidos nos novos empreendimentos. A maior parte dos lançamentos está em fase de construção e é voltada para as classes média e média alta. O preço dos apartamentos pode variar entre R$ 210 mil e R$ 1 milhão.

De acordo com Bruno Oliveira , do departamento de marketing da construtora Calçada, que tem dois empreendimentos em construção com esse tipo de serviço, esta é uma tendência recente que responde aos anseios do perfil do novo morador, com uma vida agitada e pouco tempo disponível.

“Nós pretendemos com esses serviços facilitar a vida do morador e sem onerar o condomínio que conta com o adicional apenas da taxa de administração. Os serviços só são pagos por quem os utiliza”, explica Bruno Oliveira.

Destinado à classe média, o condomínio Elegance, em Duque de Caxias, por exemplo, oferece serviços de salão de beleza e Spa. Já o Barra Mais, na Barra da Tijuca, inclui supermercado delivery, baby-sitter, personal trainer, manutenção de reparos e passeador de cachorros. Todos os itens serão terceirizados, ou seja, o cliente só pagará pelo que usar. As unidades residenciais de dois quartos de ambos empreendimentos custam em torno de R$ 210 mil enquanto as de três giram por volta de R$ 250 mil. Outro condomínio, este ainda na planta, que oferecerá serviços de SPA e choperia é o Original Grajaú, da CHL, com apartamentos com custo médio de R$ 270 mil, com dois quartos; e R$ 310 mil, com três.


Condomínio Le Parc, da RJZ/Cyrela, oferece serviço de Spa aos moradores

No segmento de luxo, o Le Parc, empreendimento já pronto da RJZ/Cyrela, e os condomínios do Iles de La Península, estes em fase de construção pela incorporadora em parceira com a Carvalho Hosken, incluem clínicas de estética, livraria, restaurante e café. O preço médio dos apartamentos pode custar entre R$ 565 mil, com dois quartos e R$ 1 milhão, com três. De acordo com Ricardo Corrêa, diretor de marketing da Carvalho Hosken, a participação de condomínios com esse tipo de serviço é de 100%, de quatro anos para cá.

“Com certeza, eu diria que, daqui para frente, os empreendimentos, principalmente os de luxo, vão adotar esse padrão. Cada vez mais o homem está voltado para si mesmo. Por isso, torna-se imperativo oferecer esse tipo de serviço. No Rio, o condomínio com este modelo já caiu no gosto do carioca. Além disso, esses empreendimentos trazem um valor agregado inestimável. E do ponto de vista financeiro ou econômico, como estamos falando em torno de 600, 700 unidades, você tem uma cota condominial baixíssima, com um custo-benefício que vale a pena”, explica Ricardo Corrêa.

O planejamento ideal das cidades prevê a oferta de variados serviços na proximidade de casa e em todo o bairro. Quando isto não ocorre torna-se quase necessário ter este atendimento nos condomínios, principalmente de bairros planejados para o automóvel, como a Barra da Tijuca.


DE - http://www.portalimovelnet.com.br

Michel Temer nega reformas em apartamentos funcionais

Michel Temer nega reformas em apartamentos funcionais
Presidente da Câmara disse que Nelson Marquezelli (PTB-SP) apenas apresentou um estudo sobre o assunto

DENISE MADUEÑO - Agencia Estado

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), negou que a Mesa da Casa tenha decidido na reunião de terça-feira executar a obra de divisão de parte dos apartamentos funcionais para permitir local de moradia para todos os 513 deputados em Brasília. Temer afirmou que apenas foi apresentado um estudo pelo quarto secretário, Nelson Marquezelli (PTB-SP), sobre o assunto.


"Não houve qualquer decisão quanto ao tema, envolvendo ou não investimentos, até porque o estudo, capaz de viabilizar economias na rubrica, demanda de maior exame pelos membros da Mesa", afirmou Temer em nota divulgada nesta quarta-feira, 8. "Ontem, houve mera exposição a propósito da divisão física dos imóveis para eliminar o auxílio-moradia", continuou a nota.



Temer tratou, ainda no comunicado, de outros dois assuntos que foram discutidos na reunião da Mesa: o uso da verba indenizatória e as passagens aéreas. Ele levou o assunto para o plenário, afirmando que as decisões de quarta foram "mal interpretadas pela grande imprensa". "As notícias equivocadas, nas manchetes e fotos, visam colocar a Câmara em confronto com a opinião pública", disse Temer, classificando a situação como uma "pancadaria" em relação à Câmara.



Líderes partidários e deputados discursaram após Temer manifestando solidariedade à Mesa e ressaltando a importância do Poder Legislativo para a democracia.



Anúncio



Após a reunião da Mesa, Marquezelli, responsável pela administração dos imóveis da Casa, anunciou a obra como uma decisão da Mesa. Na entrevista, Marquezelli chegou a ser confrontado com a informação de que Mesas anteriores já haviam feito a proposta de divisão dos apartamentos, mas que a obra nunca tinha sido levado adiante. "À tarde assinarei por definitivo para que se inicie a contratação e a divisão dos apartamentos", disse Marquezelli, na quarta.



Ele informou ainda que a Casa abriria nova licitação e que, com o prazo de dois anos, a obra custaria R$ 150 milhões. Mais tarde, responsáveis pelo setor habitacional da Casa informaram que o valor era referente a todas as etapas de reforma, já em andamento, dos apartamentos funcionais e o valor estimado da terceira etapa, que inclui a divisão dos imóveis, era em torno de R$ 80 milhões. Marquezelli disse também na entrevista que, com a divisão, seria extinto o auxílio-moradia, proporcionando à Casa uma economia de R$ 13 milhões por ano.

DE - http://www.portalimovelnet.com.br