terça-feira, 18 de agosto de 2009
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
IMÓVEIS E IMOBILIÁRIAS EM SÃO PAULO
Tudo num só lugar.
Portalimovelnet é aqui
Mais de 180.000 ofertas
Todas imobiliárias num só lugar
O canal de imóveis do Brasil
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www.centrina.com.br/imovelnet
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A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
A
ABECIP - Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança
Abjudicar
Acabamentos
Ação de despejo
Ação revisional
Acessão imobiliária
ADEMI - Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário
Agência imobiliária
Agente fiduciário
Agente financeiro
Ágio
Alienação fiduciária
Aluguel
Aluguel por temporada
Amortização
Amortização extraordinária
ANM - Associação Nacional dos Mutuários
Anticrese
Apartamento cobertura
Apartamento conjugado
Apartamento dúplex
Apólice de seguro
Apropriação
Arbitramento
Área de uso comum
Área privativa
Área urbana
Área útil
Arras
Arrematação
Arrendamento
Arrendar
Ata
Aval
Avaliação
Avalista
Averbação
B
BC (ou Bacen) - Banco Central do Brasil
Benefícios fiscais
Benfeitorias
BNH - Banco Nacional da Habitação
Bonificações (Crédito à habitação)
Bonificado (Crédito)
C
Cadastro de imóveis
Cadastro do cliente
Caderneta predial
Caixa Econômica
Capital
Capital seguro
Capitalização de juros
Carta de crédito
Carteira hipotecária (CH)
Cartório de Notas
Cartório de Registro de Imóveis
Casa geminada
Caução
CEF - Caixa Econômica Federal
Certidão de Registro de Imóveis
Certidão de teor
Certidão negativa
Cessão
Cessionário
Co-propriedade
Cobertura
Código de Defesa do Consumidor
Coleta
Comissão
Comissão de abertura de crédito
Comodato
Compra
Comprometimento de renda
Compromisso de compra e venda
Comprovação de renda
Condomínio
Condôminos (Assembléia de)
Confisco de bens
Conservatória do Registro Predial
Construção por administração
Construção por empreitada
Construtora
Consumidor
Conta
Contrato
Contrato de adesão
Contrato de administração de imóveis
Contrato de aluguel
Contrato de compra e venda
Contrato de mútuo
Contrato de promessa de compra e venda
Contribuição autárquica
Cooperativa
Cooperativa habitacional
Correção monetária
CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
CRECI - Conselho Regional de Corretores de Imóveis
Crédito construção
Crédito habitação
Crédito pessoal
Credor
Cronograma físico-financeiro
D
Dação
Denúncia vazia
Depósito caução
Deságio
Devoluto
DFI - Seguro de Danos Físicos ao Imóvel
Direito de preferência
Distrate
Dívida
Domicílio civil
Domicílio comercial
Dossiê
E
Elementos matriciais
Emitente ou Emissor
Empreitada
Empresário
Encargo do condomínio
Encargo fiscal
Enfiteuse
Entrada inicial (ou sinal)
Escritura
Escritura pública
Especulação imobiliária
Execução
Execução extrajudicial
Execução judicial
F
Favorecido
FCVS - Fundo de Compensação das Variações Salariais
FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
Fiador
Fiança
Financiamento
Financiamento imobiliário
Fiscalidade
Fornecedores
Foro contratual
Fração autônoma
Franquia
Fundo de amortização
G
Garantia
Garantia pessoal
Garantia real
H
Habite-se
Hectare
Herança
Hipoteca
I
IGP-M - Índice Geral de Preços de Mercado
Imissão de posse
Imposto
Imposto de selo
Imposto de transmissão
Inadimplência ou inadimplamento
INCC - Índice Nacional da Construção Civil
Incorporação imobiliária
Incorporador
Indexação
Indexador
Indexar
Índice de inflação
Inflação
Inscrição na matriz
IPCA - Índice de Preço ao Consumidor
IPTU - Imposto Municipal sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
J
Juro
Juro bancário
Juro composto
Juro de mora
Juro simples
K
L
Laudêmio
Lei do Inquilinato
Leilão
Licença de construção
Licença de utilização
Licitação
Liminar
Liquidação antecipada
Lisbor
Locação de imóveis urbanos
Locador
Locatário
M
Matrícula do imóvel
Mediadores imobiliários
Memorial de incorporação
Metro quadrado (m²)
Mora
Multa
Multa contratual
Mutuante
Mutuário
Mútuo
N
Nota promissória
Notário
O
Ordem de despejo
Ordem de pagamento
Outorgante
P
Partilha
PCR - Plano de Comprometimento de Renda
PDM - Plano Diretor Municipal
Penhor
Penhora
Permilagem
PES/CP - Plano de Equivalência Salarial por Categoria Profissional
Poupança-Condomínio (conta)
Poupança-Habitação (conta)
Prazo de financiamento
Prazo do empréstimo
Prêmio de seguro
Prestação
Procuração
Produto
Projeto
Projeto imobiliário
Promotores imobiliários
Proponente
Propriedade horizontal
Proteção contratual
Q
Quitação
Quórum
R
Reajuste
Recebível
Reforma
Reforma do contrato
Reforma do edifício
Registro de Imóveis
Rescisão
Rescisão contratual
Reserva de propriedade
Responsabilidade civil
Retrovenda
Revisional
S
S/A - Sociedade Anônima
SAC - Sistema de Amortização Constante
Sacador
SACRE - Sistema de Amortização Crescente
Saldo devedor
Saldo residual
SAM - Sistema de Amortização Misto
Saque
SBPE - Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
Securitização
Seguro de Danos Físicos ao Imóvel (DFI)
Seguro de Incêndio
Seguro de Morte e Invalidez Permanente (MIP)
Seguro de Vida
Seguro Fiança
Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação
Servidão
SFH - Sistema Financeiro da Habitação
SFI - Sistema de Financiamento Imobiliário
SFN - Sistema Financeiro Nacional
Sinal
Sistema Francês de Amortização
T
Tabela price (TP)
Taxa
Taxa de câmbio
Taxa efetiva
Taxa nominal
Terreno
Terreno edificado
Título caucionado
Título de propriedade
TR - Taxa Referencial de juros.
Transmissão
Transmissão de propriedade
U
Usucapião
Usucapião de imóvel
Usufruto
V
Valor de mercado
Valor do contrato
Valor nominal
Valor real
Valor venal do imóvel
Vintenária
Vistoria
W
X
Y
Z
Zonas protegidas
Zoneamento
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A
ABECIP - Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança
Abjudicar
Acabamentos
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Ação revisional
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ADEMI - Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário
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Bonificado (Crédito)
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J
Juro
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Promotores imobiliários
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São Paulo Apartamento Vila Mariana Imobiliária Imóveis Santos
São Paulo Rio de Janeiro Belo Horizonte Outras localidades
Apartamento Vila Mariana Copacabana Aluguel Castelo Imobiliária Imóveis Santos
Imóveis Moema Barra Imóveis Imóveis Contagem Salvador Imóveis
Apartamento Pinheiros Aluguel Flamengo Condomínio Nova Lima Imobiliária São Bernardo
Morumbi Imóveis Niterói Imóveis Casa Pampulha Aluguel Florianópolis
Aluguel Lapa Imóveis Recreio Imóveis Lagoa Santa Imóveis Guarujá
Mooca Imóveis Apartamento Ipanema Planalto Imóveis Santo André Imóveis
Imobiliária Santana Imóveis Jacarepaguá Imobiliária Santa Mônica Imóveis Campinas
Flat Jardins Apartamento Tijuca Apartamento Buritis Guarulhos Imóveis
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Venda de imóveis usados reflete fim da recessão e cresce 30,91% em São Paulo
Venda de imóveis usados reflete fim da recessão e cresce 30,91% em São Paulo
Imóveis até R$ 180 mil concentraram mais de 60% do total de contratos fechados na capital.
05/06/09, São Paulo, SP - A venda de imóveis usados na cidade de São Paulo cresceu 30,91% em junho, na comparação com maio. Foram vendidos 256 casas e apartamentos na capital em 446 imobiliárias consultadas pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), o que fez o índice de vendas saltar de 0,4385 em maio para 0,5740 em junho.
Os apartamentos lideraram as vendas, com participação de 60,94% das negociações, enquanto as casas responderam pelos 39,06% restantes.
Os imóveis mais vendidos foram aqueles cujo preço médio não ultrapassou os R$180 mil - casas e apartamentos até esse valor representaram 61,11% do total de contratos fechados nas imobiliárias. Por faixa específica de valor, a campeã de vendas em junho, com 33,33%, foi a dos imóveis com preço superior a R$200 mil.
Em junho, houve nove registros de alta e cinco de baixa nos preços dos imóveis usados. O preço que mais subiu foi o de apartamentos de padrão médio com até sete anos de construção e localizados em bairros situados na Zona E, como Lauzane Paulista, M'Boi Mirim, Parelheiros. O metro quadrado subiu 26,72%, passando de R$1.428,57 em maio para R$1.810,34 em junho.
O preço que mais baixou foi o de casas de padrão médio situadas na Zona C, que agrupa bairros como Mirandópolis, Mooca, Santa Cecília, e construídas há mais de 15 anos. O preço médio caiu 26,91%, baixando de R$1.923,08 em maio para R$1.405,55 em junho.
A maioria das vendas foi feita com pagamento à vista, sem financiamento, modalidade que somou 61,47% dos contratos fechados pelas imobiliárias. Os financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF) e dos demais bancos responderam por 36,69% do total. O restante foi dividido entre os consórcios (0,92%) e o financiamento direto dos proprietários (0,92%).
Indicadores - Para o Creci-SP, uma combinação de fatores é a causa provável dessa melhoria nas vendas em junho. Entre elas, o aumento da confiança dos consumidores; a saída do Brasil da crise a partir de maio, com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto); e os juros bancários mais baixos desde 2007 (baixa que se acentuou em 2009).
Segundo estudo do banco Bradesco, o PIB pode ter crescido até 2,2% no segundo trimestre deste ano, em relação ao primeiro trimestre. Já o Itaú estima esse crescimento entre 1,5% e 2%. O crescimento põe fim a dois trimestres seguidos de queda, que caracterizam uma recessão.
Em relação à confiança do consumidor brasileiro, pesquisa do instituto Nielsen aponta crescimento de 8 pontos entre março e junho, colocando o Brasil em quarto lugar entre os mais confiantes em uma lista de 28 países.
Já a taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com pessoas físicas caiu de 47,3% ao ano em maio para 45,6% ao ano em junho, o menor valor desde dezembro de 2007.
"Mais confiante, sentindo-se mais seguro no emprego, com crédito mais acessível e mais barato para outras despesas, o paulistano pode sentir-se mais confortável para empenhar suas economias e reservas na compra da casa própria", diz o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.
Locação - A locação de casas e apartamentos cresceu 14,73% em junho, na capital paulista, em relação a maio. As 446 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP alugaram 1.052 imóveis, o que fez o índice de locação evoluir de 2,0559 para 2,3587.
Os apartamentos somaram 57,98% das locações, ficando as casas com os restantes 42,02%.
Os imóveis mais alugados foram os de aluguel até R$800,00, que representaram 67,46% das novas locações.
A pesquisa levantou 15 registros de baixa e 13 de alta no conjunto de imóveis dos quais se obteve os valores de locação. O aluguel que mais baixou - 26,39% - foi o de casas de três dormitórios situadas em bairros da Zona E: o valor caiu de R$872,22 em maio para R$642,00 em junho. A maior alta foi a dos apartamentos de dois dormitórios situados em bairros da Zona B, como Chácara Flora, Alto da Lapa, Consolação - o aluguel médio aumentou 27,58%, passando de R$932,50 em maio para R$1.189,66 em junho.
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Imóveis até R$ 180 mil concentraram mais de 60% do total de contratos fechados na capital.
05/06/09, São Paulo, SP - A venda de imóveis usados na cidade de São Paulo cresceu 30,91% em junho, na comparação com maio. Foram vendidos 256 casas e apartamentos na capital em 446 imobiliárias consultadas pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), o que fez o índice de vendas saltar de 0,4385 em maio para 0,5740 em junho.
Os apartamentos lideraram as vendas, com participação de 60,94% das negociações, enquanto as casas responderam pelos 39,06% restantes.
Os imóveis mais vendidos foram aqueles cujo preço médio não ultrapassou os R$180 mil - casas e apartamentos até esse valor representaram 61,11% do total de contratos fechados nas imobiliárias. Por faixa específica de valor, a campeã de vendas em junho, com 33,33%, foi a dos imóveis com preço superior a R$200 mil.
Em junho, houve nove registros de alta e cinco de baixa nos preços dos imóveis usados. O preço que mais subiu foi o de apartamentos de padrão médio com até sete anos de construção e localizados em bairros situados na Zona E, como Lauzane Paulista, M'Boi Mirim, Parelheiros. O metro quadrado subiu 26,72%, passando de R$1.428,57 em maio para R$1.810,34 em junho.
O preço que mais baixou foi o de casas de padrão médio situadas na Zona C, que agrupa bairros como Mirandópolis, Mooca, Santa Cecília, e construídas há mais de 15 anos. O preço médio caiu 26,91%, baixando de R$1.923,08 em maio para R$1.405,55 em junho.
A maioria das vendas foi feita com pagamento à vista, sem financiamento, modalidade que somou 61,47% dos contratos fechados pelas imobiliárias. Os financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF) e dos demais bancos responderam por 36,69% do total. O restante foi dividido entre os consórcios (0,92%) e o financiamento direto dos proprietários (0,92%).
Indicadores - Para o Creci-SP, uma combinação de fatores é a causa provável dessa melhoria nas vendas em junho. Entre elas, o aumento da confiança dos consumidores; a saída do Brasil da crise a partir de maio, com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto); e os juros bancários mais baixos desde 2007 (baixa que se acentuou em 2009).
Segundo estudo do banco Bradesco, o PIB pode ter crescido até 2,2% no segundo trimestre deste ano, em relação ao primeiro trimestre. Já o Itaú estima esse crescimento entre 1,5% e 2%. O crescimento põe fim a dois trimestres seguidos de queda, que caracterizam uma recessão.
Em relação à confiança do consumidor brasileiro, pesquisa do instituto Nielsen aponta crescimento de 8 pontos entre março e junho, colocando o Brasil em quarto lugar entre os mais confiantes em uma lista de 28 países.
Já a taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com pessoas físicas caiu de 47,3% ao ano em maio para 45,6% ao ano em junho, o menor valor desde dezembro de 2007.
"Mais confiante, sentindo-se mais seguro no emprego, com crédito mais acessível e mais barato para outras despesas, o paulistano pode sentir-se mais confortável para empenhar suas economias e reservas na compra da casa própria", diz o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.
Locação - A locação de casas e apartamentos cresceu 14,73% em junho, na capital paulista, em relação a maio. As 446 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP alugaram 1.052 imóveis, o que fez o índice de locação evoluir de 2,0559 para 2,3587.
Os apartamentos somaram 57,98% das locações, ficando as casas com os restantes 42,02%.
Os imóveis mais alugados foram os de aluguel até R$800,00, que representaram 67,46% das novas locações.
A pesquisa levantou 15 registros de baixa e 13 de alta no conjunto de imóveis dos quais se obteve os valores de locação. O aluguel que mais baixou - 26,39% - foi o de casas de três dormitórios situadas em bairros da Zona E: o valor caiu de R$872,22 em maio para R$642,00 em junho. A maior alta foi a dos apartamentos de dois dormitórios situados em bairros da Zona B, como Chácara Flora, Alto da Lapa, Consolação - o aluguel médio aumentou 27,58%, passando de R$932,50 em maio para R$1.189,66 em junho.
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Potenciais visitantes do Sisp mostram interesse pela compra de imóveis de 2 e 3 dormitórios
Potenciais visitantes do Sisp mostram interesse pela compra de imóveis de 2 e 3 dormitórios
Imóveis de R$ 100 mil a R$ 160 mil têm o maior número de interessados, seguidos por imóveis de até R$ 100 mil.
07/08/09, São Paulo, SP - Pesquisa realizada com os pré-credenciados para o Salão Imobiliário São Paulo (Sisp), que ocorre de 24 a 27 de setembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, aponta que aproximadamente 61% dos potenciais visitantes querem ir ao evento para comprar um imóvel residencial para uso próprio. Imóveis novos de dois ou três dormitórios são os mais citados, com 22% e 13%, respectivamente. Porém imóveis usados com os mesmo números de dormitórios também estão na lista das ofertas procuradas.
Em relação ao valor, a pesquisa aponta que aproximadamente 30% dos pré-credenciados estão interessados em imóveis de R$ 100 mil a R$ 160 mil. Mais de 27% mostram interesse em imóveis de até R$ 100 mil, enquanto pouco mais de 12% pretendem comprar imóveis entre R$ 160 mil e R$ 220 mil. "Com esse perfil de visitantes notamos a sintonia do evento com o “Programa Minha Casa, Minha Vida”, visto os expositores estão se preparando para oferecer imóveis residenciais a partir de R$ 70 mil", comenta Eduardo Sanovicz, diretor de feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, empresa responsável pela organização do evento e pela pesquisa.
Todas as regiões da capital paulista foram citadas, bem como a Grande São Paulo, o litoral e o interior. A pesquisa abrangeu um universo de aproximadamente 3.000 pré-credenciados pelo site da feira.
Serviço:
Sisp - Salão Imobiliário São Paulo
Data: De 24 a 27 de setembro de 2009
Horário: Quinta e sexta (24 e de 25/9), das 12h às 21h. Sábado e domingo (26 e 27/9), das 10h às 21h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi, Parque Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana - São Paulo/SP
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Imóveis de R$ 100 mil a R$ 160 mil têm o maior número de interessados, seguidos por imóveis de até R$ 100 mil.
07/08/09, São Paulo, SP - Pesquisa realizada com os pré-credenciados para o Salão Imobiliário São Paulo (Sisp), que ocorre de 24 a 27 de setembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, aponta que aproximadamente 61% dos potenciais visitantes querem ir ao evento para comprar um imóvel residencial para uso próprio. Imóveis novos de dois ou três dormitórios são os mais citados, com 22% e 13%, respectivamente. Porém imóveis usados com os mesmo números de dormitórios também estão na lista das ofertas procuradas.
Em relação ao valor, a pesquisa aponta que aproximadamente 30% dos pré-credenciados estão interessados em imóveis de R$ 100 mil a R$ 160 mil. Mais de 27% mostram interesse em imóveis de até R$ 100 mil, enquanto pouco mais de 12% pretendem comprar imóveis entre R$ 160 mil e R$ 220 mil. "Com esse perfil de visitantes notamos a sintonia do evento com o “Programa Minha Casa, Minha Vida”, visto os expositores estão se preparando para oferecer imóveis residenciais a partir de R$ 70 mil", comenta Eduardo Sanovicz, diretor de feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, empresa responsável pela organização do evento e pela pesquisa.
Todas as regiões da capital paulista foram citadas, bem como a Grande São Paulo, o litoral e o interior. A pesquisa abrangeu um universo de aproximadamente 3.000 pré-credenciados pelo site da feira.
Serviço:
Sisp - Salão Imobiliário São Paulo
Data: De 24 a 27 de setembro de 2009
Horário: Quinta e sexta (24 e de 25/9), das 12h às 21h. Sábado e domingo (26 e 27/9), das 10h às 21h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi, Parque Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana - São Paulo/SP
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Marxismo verde
Marxismo verde
Leia prefácio da obra de Guilherme Dourado sobre os jardins de Burle Marx
HUGO SEGAWA, ARQUITETO E PROFESSOR DA FAU-USP
Em seu centenário de nascimento, Roberto Burle Marx pode ser lembrado como uma persona. Livros recentes o reposicionam como um mestre da arte de receber, o refinado chef e apreciador da boa mesa. Ou cultivam narrativas de sua vida para leitores jovens, até com uma visão da sobrinha-neta sobre o tio-avô. Quando recém-falecido, não faltaram louvores sobre o arquiteto-paisagista, ambientalista, botânico, jardineiro, pintor, desenhista, gravador, tapeceiro, escultor, professor de pintura, designer de joias, cantor lírico, cozinheiro, gourmet, amigo - colecionando as aptidões mencionadas nos livros, artigos, resenhas e depoimentos sobre ele. Desse multifacetado e fértil perfil, não isento de afetividades e emotividades, talvez o aspecto menos examinado nos últimos tempos seja - paradoxalmente - o do arquiteto-paisagista. Não que a sua simbiose com jardins e plantas tenha deixado de ser o foco das atenções.
É um privilégio para qualquer artista que um livro como o da argentina Marta Íris Montero conheça versões em espanhol, inglês e francês por prestigiosas editoras, e que essas publicações estivessem disponíveis até em livrarias de aeroportos. Trata-se de um livro bonito pelas imagens, mas com palavras cristalizadoras de lugares-comuns sobre a sua obra. Também não é o caso de crer unicamente nos escritos do mestre, tão bem reunidos e comentados pelo seu discípulo José Tabacow em Arte & Paisagem. Entre esses extremos se situa a fortuna crítica de Roberto Burle Marx e seu paisagismo.
O escocês-norte-americano Ian McHarg - autor de um dos mais celebrados (como também criticados) livros de paisagismo do século 20, Design with Nature -, em sua autobiografia de 1996 prestou homenagem ao arquiteto-paisagista brasileiro: "Em 1954 havia dois candidatos pela honra de maior arquiteto-paisagista do mundo: Lawrence Halprin e Roberto Burle Marx. Há muito admiro Roberto Burle Marx porque ele sintetizou sua busca de arte com seu conhecimento de plantas. Ele entendeu a beleza da flora nativa, e elevou o uso das plantas brasileiras para uma forma de arte em seus projetos."
A construção internacional recente de opiniões sobre o arquiteto-paisagista brasileiro realiza-se a partir de recorrências. Janet Waymark dedica algumas páginas a Burle Marx, adotando a palavra "brasilidade" no entretítulo que abre suas considerações. Sem mais explicação, ela tomou emprestado o termo de um escrito introdutório de um livro organizado por Rossana Vaccarino, cujo significado foi apenas mais bem explicitado em uma antologia publicada por Marc Treib mais tarde. No Brasil, o quadro não é diferente: de modo geral, pode-se observar que os autores recentes se amparam quase sempre nas apreciações dos predecessores (como Pietro Maria Bardi, Flávio Motta, Jacques Leenhardt, Giulio Rizzo, Bruno Zevi, Mario Pedrosa, etc.), confinados a um repertório básico dos mesmos projetos paisagísticos para publicação.
Guilherme Mazza Dourado estava ciente dessas recorrências e circunlóquios quando se debruçou sobre Roberto Burle Marx. Goethe escreveu: "O mais tolo de todos os erros ocorre quando jovens inteligentes acreditam perder a originalidade ao reconhecer a verdade já reconhecida por outros." Dourado, como pesquisador e crítico, não renega seus antecessores. Também não deixa de repisar um conjunto de obras bastante difundido. Bem como se pode perceber sua simpatia com o mestre - por mais isenção que procure demonstrar em suas análises. Mas, ao preocupar- se em "jogar novas luzes no processo de revisão por que vem passando a obra de Burle Marx", é preciso recordar que esse trabalho, concluído no início do ano 2000, procede também da saturação dos chavões que circularam na década da morte do grande arquiteto-paisagista. Aos leitores com menos familiaridade, gostaria de chamar a atenção de alguns aspectos da contribuição de Dourado para a compreensão da trajetória e da paisagem de Burle Marx.
No capítulo Descoberta da Natureza, parece inevitável rememorar a "descoberta" da flora brasileira pelo adolescente Burle Marx no Jardim Botânico de Dahlem. Mas, para além da legendária "revelação" de viés milagroso com que se evoca habitualmente esse encontro, Dourado discute com mais acuidade e referências o substrato cultural que aprofunda a dimensão das relações entre a natureza e as atitudes do arquiteto-paisagista, desdobrando-as no tempo. A "brasilidade" apresentada na literatura internacional é posta em questão. É aqui também que ele resgata fragmentos de inéditos registros das célebres expedições botânicas de Burle Marx. As palavras do arquiteto-paisagista revelam seu olhar atento e extasiado para a paisagem, ao mesmo tempo que descrevem o triste episódio com o arquiteto e amigo Rino Levi, companheiro de incursões botânico-paisagísticas e parceiro em inúmeras obras.
A recuperação desses registros só foi possível graças à confiança depositada por Haruyoshi Ono e Fátima Gomes sobre o cuidadoso pesquisador, ao generosamente franquearem os arquivos da Burle Marx & Cia. Não fosse assim, teriam sido impossíveis as considerações desenvolvidas ao longo dos capítulos Estética Tropical e Criando Lugares. Neles, Dourado volta-se para momentos de inflexões e consolidação na trajetória do arquiteto-paisagista. Mas, diferentemente do usual, pela primeira vez são reproduzidos os desenhos originais de projetos clássicos do acervo de Burle Marx, particularizando todas as especificações vegetais. Dourado radicaliza um procedimento apontado por Flávio Motta, ao chamar a atenção do vocabulário vegetal como hipótese de análise das obras. Em sua diligência por fontes primárias, Guilherme ilumina outras preciosidades originais. Uma delas são as fotos das obras recifenses (1935- 1937) de Burle Marx zelosamente guardadas pela arquiteta-paisagista Gilda Pina (infelizmente falecida pouco depois de disponibilizar tão importantes documentos). A outra é o jogo de desenhos e pormenores da primeira, desconhecida e não-executada, proposta dos jardins do Ministério da Educação e Saúde (MES), no Rio de Janeiro, datado de 1938, com traçados retilíneos. Uma bela fotografia de Marcel Gautherot (reproduzida neste livro) do jardim realizado é a capa da edição do Journal of the Society of Architectural Historians que traz uma cuidadosa análise da historiadora de arte Valerie Fraser da Universidade de Essex. Se Fraser tivesse conhecimento dessa versão retilínea dos jardins, seguramente suas interpretações não poderiam ser conforme as publicadas. E essa versão irrealizada permanecerá como mais um dos enigmas indecifráveis da história da arquitetura e do paisagismo. Dourado localizou esse nunca visto anteprojeto em 1998. Por ironia do destino, pouco antes do falecimento de Lucio Costa, o chefe da equipe do projeto do ministério que poderia esclarecer o sentido desses desenhos. Pelo carimbo das pranchas (os dados que identificam o conteúdo dos desenhos), percebe-se como o período recifense e o jardim do MES, não obstante de feituras distintas, são de uma mesma fase do arquiteto-paisagista.
Difícil aquilatar o alcance da contribuição deste livro de Guilherme Mazza Dourado, posto que seguramente ele não poderia esgotar as análises sobre tão valioso material e tão fascinante tema. Muitas pontas seguem abertas. Mensura-se o valor de uma pesquisa justamente na sua potencialidade de semear dúvidas e problematizações sobre uma persona de quem parece tudo se conhecer, todavia ainda pouco se sabe. São revelações como as que Dourado traz e que outros trarão que me fazem cada vez mais convicto que no âmbito da arquitetura e do paisagismo, sem desqualificar o reconhecimento e a repercussão internacional de um gigante como Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx é a contribuição mais transcendental do Brasil para a cultura mundial do século 20.
Nota da Redação: Por motivo de padronização, foram suprimidas as notas de rodapé do texto. O livro Modernidade Verde: Jardins de Burle Marx (Senac/Edusp), de Guilherme Mazza Dourado,chega às livrarias na próxima semana .
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Leia prefácio da obra de Guilherme Dourado sobre os jardins de Burle Marx
HUGO SEGAWA, ARQUITETO E PROFESSOR DA FAU-USP
Em seu centenário de nascimento, Roberto Burle Marx pode ser lembrado como uma persona. Livros recentes o reposicionam como um mestre da arte de receber, o refinado chef e apreciador da boa mesa. Ou cultivam narrativas de sua vida para leitores jovens, até com uma visão da sobrinha-neta sobre o tio-avô. Quando recém-falecido, não faltaram louvores sobre o arquiteto-paisagista, ambientalista, botânico, jardineiro, pintor, desenhista, gravador, tapeceiro, escultor, professor de pintura, designer de joias, cantor lírico, cozinheiro, gourmet, amigo - colecionando as aptidões mencionadas nos livros, artigos, resenhas e depoimentos sobre ele. Desse multifacetado e fértil perfil, não isento de afetividades e emotividades, talvez o aspecto menos examinado nos últimos tempos seja - paradoxalmente - o do arquiteto-paisagista. Não que a sua simbiose com jardins e plantas tenha deixado de ser o foco das atenções.
É um privilégio para qualquer artista que um livro como o da argentina Marta Íris Montero conheça versões em espanhol, inglês e francês por prestigiosas editoras, e que essas publicações estivessem disponíveis até em livrarias de aeroportos. Trata-se de um livro bonito pelas imagens, mas com palavras cristalizadoras de lugares-comuns sobre a sua obra. Também não é o caso de crer unicamente nos escritos do mestre, tão bem reunidos e comentados pelo seu discípulo José Tabacow em Arte & Paisagem. Entre esses extremos se situa a fortuna crítica de Roberto Burle Marx e seu paisagismo.
O escocês-norte-americano Ian McHarg - autor de um dos mais celebrados (como também criticados) livros de paisagismo do século 20, Design with Nature -, em sua autobiografia de 1996 prestou homenagem ao arquiteto-paisagista brasileiro: "Em 1954 havia dois candidatos pela honra de maior arquiteto-paisagista do mundo: Lawrence Halprin e Roberto Burle Marx. Há muito admiro Roberto Burle Marx porque ele sintetizou sua busca de arte com seu conhecimento de plantas. Ele entendeu a beleza da flora nativa, e elevou o uso das plantas brasileiras para uma forma de arte em seus projetos."
A construção internacional recente de opiniões sobre o arquiteto-paisagista brasileiro realiza-se a partir de recorrências. Janet Waymark dedica algumas páginas a Burle Marx, adotando a palavra "brasilidade" no entretítulo que abre suas considerações. Sem mais explicação, ela tomou emprestado o termo de um escrito introdutório de um livro organizado por Rossana Vaccarino, cujo significado foi apenas mais bem explicitado em uma antologia publicada por Marc Treib mais tarde. No Brasil, o quadro não é diferente: de modo geral, pode-se observar que os autores recentes se amparam quase sempre nas apreciações dos predecessores (como Pietro Maria Bardi, Flávio Motta, Jacques Leenhardt, Giulio Rizzo, Bruno Zevi, Mario Pedrosa, etc.), confinados a um repertório básico dos mesmos projetos paisagísticos para publicação.
Guilherme Mazza Dourado estava ciente dessas recorrências e circunlóquios quando se debruçou sobre Roberto Burle Marx. Goethe escreveu: "O mais tolo de todos os erros ocorre quando jovens inteligentes acreditam perder a originalidade ao reconhecer a verdade já reconhecida por outros." Dourado, como pesquisador e crítico, não renega seus antecessores. Também não deixa de repisar um conjunto de obras bastante difundido. Bem como se pode perceber sua simpatia com o mestre - por mais isenção que procure demonstrar em suas análises. Mas, ao preocupar- se em "jogar novas luzes no processo de revisão por que vem passando a obra de Burle Marx", é preciso recordar que esse trabalho, concluído no início do ano 2000, procede também da saturação dos chavões que circularam na década da morte do grande arquiteto-paisagista. Aos leitores com menos familiaridade, gostaria de chamar a atenção de alguns aspectos da contribuição de Dourado para a compreensão da trajetória e da paisagem de Burle Marx.
No capítulo Descoberta da Natureza, parece inevitável rememorar a "descoberta" da flora brasileira pelo adolescente Burle Marx no Jardim Botânico de Dahlem. Mas, para além da legendária "revelação" de viés milagroso com que se evoca habitualmente esse encontro, Dourado discute com mais acuidade e referências o substrato cultural que aprofunda a dimensão das relações entre a natureza e as atitudes do arquiteto-paisagista, desdobrando-as no tempo. A "brasilidade" apresentada na literatura internacional é posta em questão. É aqui também que ele resgata fragmentos de inéditos registros das célebres expedições botânicas de Burle Marx. As palavras do arquiteto-paisagista revelam seu olhar atento e extasiado para a paisagem, ao mesmo tempo que descrevem o triste episódio com o arquiteto e amigo Rino Levi, companheiro de incursões botânico-paisagísticas e parceiro em inúmeras obras.
A recuperação desses registros só foi possível graças à confiança depositada por Haruyoshi Ono e Fátima Gomes sobre o cuidadoso pesquisador, ao generosamente franquearem os arquivos da Burle Marx & Cia. Não fosse assim, teriam sido impossíveis as considerações desenvolvidas ao longo dos capítulos Estética Tropical e Criando Lugares. Neles, Dourado volta-se para momentos de inflexões e consolidação na trajetória do arquiteto-paisagista. Mas, diferentemente do usual, pela primeira vez são reproduzidos os desenhos originais de projetos clássicos do acervo de Burle Marx, particularizando todas as especificações vegetais. Dourado radicaliza um procedimento apontado por Flávio Motta, ao chamar a atenção do vocabulário vegetal como hipótese de análise das obras. Em sua diligência por fontes primárias, Guilherme ilumina outras preciosidades originais. Uma delas são as fotos das obras recifenses (1935- 1937) de Burle Marx zelosamente guardadas pela arquiteta-paisagista Gilda Pina (infelizmente falecida pouco depois de disponibilizar tão importantes documentos). A outra é o jogo de desenhos e pormenores da primeira, desconhecida e não-executada, proposta dos jardins do Ministério da Educação e Saúde (MES), no Rio de Janeiro, datado de 1938, com traçados retilíneos. Uma bela fotografia de Marcel Gautherot (reproduzida neste livro) do jardim realizado é a capa da edição do Journal of the Society of Architectural Historians que traz uma cuidadosa análise da historiadora de arte Valerie Fraser da Universidade de Essex. Se Fraser tivesse conhecimento dessa versão retilínea dos jardins, seguramente suas interpretações não poderiam ser conforme as publicadas. E essa versão irrealizada permanecerá como mais um dos enigmas indecifráveis da história da arquitetura e do paisagismo. Dourado localizou esse nunca visto anteprojeto em 1998. Por ironia do destino, pouco antes do falecimento de Lucio Costa, o chefe da equipe do projeto do ministério que poderia esclarecer o sentido desses desenhos. Pelo carimbo das pranchas (os dados que identificam o conteúdo dos desenhos), percebe-se como o período recifense e o jardim do MES, não obstante de feituras distintas, são de uma mesma fase do arquiteto-paisagista.
Difícil aquilatar o alcance da contribuição deste livro de Guilherme Mazza Dourado, posto que seguramente ele não poderia esgotar as análises sobre tão valioso material e tão fascinante tema. Muitas pontas seguem abertas. Mensura-se o valor de uma pesquisa justamente na sua potencialidade de semear dúvidas e problematizações sobre uma persona de quem parece tudo se conhecer, todavia ainda pouco se sabe. São revelações como as que Dourado traz e que outros trarão que me fazem cada vez mais convicto que no âmbito da arquitetura e do paisagismo, sem desqualificar o reconhecimento e a repercussão internacional de um gigante como Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx é a contribuição mais transcendental do Brasil para a cultura mundial do século 20.
Nota da Redação: Por motivo de padronização, foram suprimidas as notas de rodapé do texto. O livro Modernidade Verde: Jardins de Burle Marx (Senac/Edusp), de Guilherme Mazza Dourado,chega às livrarias na próxima semana .
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